Viagem Medieval.

Sabes que quem diz "VM" vai lá pelo hidromel a 50 cêntimos, pelas copadas de sangria e com o intuito de encontrar pessoas que segue nas redes sociais, enquanto os que dizem "Feira Medieval" vão confirmar se a encenação de D. Afonso III a conquistar território mourisco é igual às 19 edições anteriores, à parada dos leprosos e cumprimentar a cabrinha que acabaram por se afeiçoar depois de tantos anos a visitá-la.
Os VMers procuram ir ao recinto todas as noites, havendo uma preocupação prévia desta Feira começar de tentarem arranjar a pulseira que dá acesso a todos os dias da Viagem. Ficam chateados com os pais porque só deram dinheiro suficiente para pagar 80% de todas as noites, obrigando-os a pedir a Deus que os abençoe com amigos generosos, capazes de pagar uma bebida aos pobres. É indispensável não saírem um bocadinho das tasquinhas só para irem tirar umas fotos com os candeeiros coloridos nas barracas de venda. As raparigas deste grupo vão vestidas com um poncho, calções de ganga, Vans rotas para que não haja problema em borrá-las com pó e um coco oco como mala. Lá fazem tererés e tatuagens com Henna, já levando uma imagem de uma que encontraram no Tumblr para dar à tatuadora, como referência ao que querem tatuar. Os rapazes... não saem das tascas.
Quer nas VMers, quer nos VMers, todos enfrentam o mesmo problema diariamente: Boleias. Vão de Vouguinha, voltam a nado. Sugiro que raptem um camelo dos árabes que andam por lá e façam-se à estrada.
Os FMers limitam-se a divertir-se ao ver pessoas a calcarem poios de cavalo que andam pelo chão, e riem-se quando passam pelos WC's e tem lá uma placa a dizer "Esterqueiras".
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