Instagram.

O Mundo é uma constante evolução: A gordinha emagrece, a feia faz Don't Judge Challenge, a pobre vende caldo Knorr a fingir que é haxixe até enriquecer, e o Instagram deixa de aceitar só fotos quadradas.
Esta actualização é uma dieta de emagrecimento para o telemóvel. Ao apagares o InstaSize, o SquareInstaPic, o InstaShot, InstaCut, etc., o teu telemóvel até vai emagrecer uns Megabytes. Quem fica a perder são os donos das apps que vão ter de arranjar uma nova maneira de se sustentarem. Quem sabe, ainda criam apps que permite meter fotos redondas no Instagram.
As fotos vão deixar de ser quadradas, mas as pessoas que pensam que ao meterem fotos lá de  ""Giveaways"" de IPhones se tiram print ao perfil da ""Apple"" e seguirem a conta e identificarem 3 amigos de Lisboa, a tua tia que criou Instagram, sabe lá Deus porquê, e um dos membros do Tokio Hotel, vão receber um, vão continuar a ser bestas quadradas.
O Instagram é uma rede social ainda "não poluída", tendo apenas uma regra básica de sobrevivência: Publicar a foto entre as 20:30 às 23:00 para um maior número de likes.
É uma rede social para todos. O cacetado mete a foto do charro a ser feito, e escolhe um filtro tão bonito como o filtro em SO que fez para meter no charro. O pale ganha uma razão para poder comprar água Fiji, casacos da Nike e Malboro Pink da Hello Kitty que arranja online. O viajado arranjara uma maneira mais fácil de meter nojo aos pobres, quando publica uma foto dos pés dele no topo do Everest, uma dele nas termas do Gerês, e outra selfie a andar de lama no Machu Picchu. A pita vai tentar arranjar reputação de rua, quando publica uma selfie de olhos à chinesa, com uma Somersby na mão, e mete na descrição "E+stou tooofda fou~di da,,!" e na manhã seguinte vai comentar "Não me lembro de ter tirado esta foto.".
Há inúmeros tipos de pessoas no Instagram, mas o pior é que mete as fotos com o filtro Amaro. É um filtro tão mau que o Eça de Queirós vai mudar o nome do livro para "O Crime do Filtro Amaro".
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Tchá a tchuber tchouriças.

Chuva em Agosto, acordar e interagir com o Mundo nem dá gosto.
O dia começa com 13 mensagens e 7 chamadas não atendidas a perguntar se é para ir para a praia. Só se precisasse de algo para cortar vidro e fosse para lá até os meus mamilos ficarem duros o suficiente para esse cargo. Quem esperou o ano todo para ver a chuva de meteoritos Perseidas, vê apenas chuva. Chuva de água. E se apanhares chuva, talvez tenhas sorte e não apanhas juntamente uma Bronquite Aguda que nem depois te permite fazer uma sesta, só para o tempo passar, por causa da tosse com expectoração que te dá nojo de seres quem tu és.
É nestas tardes que pensas "Que saudades do môh munino Wareztuga", enquanto checkas se o San Andreas já saiu no Popcorn Time, porém acabas por ver um filme que tens a certeza que já viste na SIC numa daquelas tardes de Domingo de 2009. Ganhas uma osteoartrose no dedo polegar da mão por estares constantemente a actualizar as redes sociais, que se assemelham àquela quinta ao frigorífico durante a noite: Não há nada de novo. No Instagram são apenas 6 fotos seguidas da Kim Kardashian, que parece que estás a jogar ao "Descobre as diferenças", porque parecem todas iguais. Acabas por stalkar uma conta aleatória que comentou uma das fotos dela. No Snapchat descobres que o Algarve já não faz parte de Portugal, visto que o sol que quase que derrete o ecrã quando abres o snap não pode estar no mesmo meridiano que o resto do país. Acabas por tirar um snap aos teus lençóis, meter o filtro a preto e branco, meter a velocidade "0 km/h" e dizes "Velocidade a que está tarde está a passar". Vais ao Facebook ocultar todas as publicações com vídeos pornográficos que te identificam, antes que algum familiar teu veja. Acabas por ver um vídeo para emocionar o público feito por uma organização chinesa que o Tá Bonito partilhou. No Twitter já não aparece um tweet novo há 47 minutos. Acabas por reveres todos os tweets que já fizeste até 2013 e num piscar de olhos já estás a ver uma conta chamada Pomba onde os tweets são apenas "Pru pru" ou "Pruuuu pru" e fascinas-te com o número de RT's que aquilo tem. Por fim, acabas por ir ao teu Tumblr para gastar tempo a responder às 0 asks que recebeste.
Isto tudo e ainda só são 15h. Já estás naquela fase de desespero em que vais lavar os dentes pela 4ª vez desde que acordaste, e depois de 17 minutos a escovar, decides esfoliar a pele até ficares com queimaduras de 1° grau ao fim de 45 minutos a raspar pedrinhas na cara, e tentas cortar as unhas, onde acabas por pensar "Mais valia tê-la roído que ficava direito", tudo isto como forma de entretenimento.
Vais lanchar um queijo mozzarella, onde já sabes que te espera um sermão da tua mãe por teres comido o queijo que ela ia usar para uma refeição, apesar de já estar lá desde Novembro, e Cheerios secos a acompanhar.
Repetes tudo o que já foi relatado até à hora do jantar, e depois à noite, todos os que estiveram em casa mas não publicavam nada, só para não parecer que não têm uma vida fora do computador, começam a tweetar e ficas a vegetar até às 4h da manhã com o telemóvel com o brilho no mínimo porque tantas horas com a luminosidade no máximo levou-te ao derretimento da íris e arruinou-te os anos de visão de falcão com um estigmatismo.
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Surf at Night 2015.

Dacasca Bar. Dacasca Bar é onde a noite de 8 de Agosto começa.
Os jovens localizam-se todos lá, cada grupo à porta a iniciar o convívio. Tens a tua garrafa de 1,5 litros de receita, onde tens de dizer a quem pergunta o que aquilo é que são as tuas análises de urina para evitar que alguém te peça e lá se vai 6% da tua bebedeira. De seguida, aqueles que compraram os bilhetes no Last2Tickets (que gerou a maior confusão porque há sempre aqueles clássicos problemas onde vais ao multibanco pagá-los e a caixa engole-te o cartão e não podes pedir ajuda ao banco porque é Sábado e está fechado, então tens de ligar à amiga que vive mais perto para vir ter ao banco pagar com o cartão dela, e depois dessa crise resolvida, chegas a casa para imprimir o comprovativo de que compraste-os para mostrar à entrada no recinto e trocá-lo pela pulseira, a tua impressora fica sem tinteiros e tens de voltar a recorrer à tua amiga) dirigem-se para a fila mais desfigurada que ia até Matosinhos, onde se encontrava toda a gente da tua cidade, e claro que uma pessoa tem de se fazer à vida e ir ter com os amigos que estão no início da fila, arriscando a sua segurança pessoal e ultrapassar 420 indivíduos alcoolizados com cadrasto violento.  Depois de já teres colado as pulseiras aos teus amigos e eles a ti, ficam ainda fora no recinto a acabar com as garrafas porque recusam a deitar 20 cêntimos fora da garrafa de 5€, e têm Dentinho como música de fundo e respondem "Não" quando ele pergunta "ENTÃO CORTEGAÇA, ESTÃO A CURTIR?".
São 23h, Dillaz está prestes a começar:
As pessoas começam a entram no recinto, a luta pela frontline está no seu auge. Cada um esforça-se mais para mostrar que acompanha Madorna 75, até que ele começa a cantar sons do Cria Actividade e calam-se todos, e retornam a usar as cordas vocais quando a Não Sejas Agressiva começa a tocar. É um momento lindo, a vista das mãos a fazerem o típico movimento de cima para baixo, mesmo à hip hop, emociona uma pessoa.
São 23:45, o concerto acaba e, depois de 45 minutos a orar a Deus para não arrebentar-te a bexiga no meio da multidão, corres para a WC portátil que tem menos xixi no tampo e procuras um rolo no chão das outras. Depois de ligares a lanterna do teu telemóvel, rezares para não apanhares alguma doença transmissível para não teres de comprar Ginocanistene, e emagreceres 3 litros, passas pela barraca da Super Bock onde compras 30 Somersbys para dares 15 chapéus às tuas amigas e voltas a correr para o lugar em que estavas.
São 00:00, DEAU entra em palco.
4400 em peso. O cântigo "SLB... SLB... SLB SLB SLB, FILHOS DA PUTA, SLB... FILHOS DA PUTA SLB!" ouve-se mais do que o próprio DEAU, e é neste momento em que pensas que ele vai cantar a música dele "Filho da Puta". O momento irónico do concerto é quando estás a fumar canhão enquanto ele fala sobre o mal da droga antes de começar a cantar a Andorinha. Depois, a sua irmã Teresinha aparece. Para quem não gosta de crianças, foi inevitável não derreter com ela. Ponto alto da noite: Vem Bezegol ao palco e o festival em peso canta a "Diz-me só", como estivéssemos todos numa competição de quem canta mais alto.
00:20 vais, mais uma vez, à barraca da Super Bock comprar uma sangria, e mais umas não sei quantas bebidas a menores de idade que não conheces de lado nenhum.
00:30, Bezegol entra no palco. Não interessa se já o viram 19 vezes, o entusiasmo pelo ar é palpável. O ambiente está incrível, todos os desconhecidos parecem amigos, gritas " ALGUÉM ME ARRANJE UMA MORTALHA" e ela vai parar às tuas mãos não sei de quem. Gritas, berras, e quando dás por ti estás no meio de um moche, onde acabas por entornar a sangria por cima do teu casaco branco, da tua T-Shirt branca e das tuas sapatilhas brancas. Que outfit inteligente para a ocasião. Quando o concerto acaba, já tens a voz igual à do Bezegol.
Entra em palco aquele que nem me vou dar ao trabalho de ir pesquisar o nome, ele só vê o rabo do público porque já está tudo virado para a porta do recinto, ou na fila para comprar um Cachorro Quente à Camaleão. Encontras aí pessoas que conheces da net, ouves os típicos comentários "ESTÁS TODA CEGA", respirar um bocado e o grupo decide que está na hora de voltar para casa.
Há quem tenha sorte (*cof* eu *cof*) e vai parar à zona fora do recinto atrás do palco e um guarda oferece-te a hipótese de ires aos bastidores para conhecer o Bezegol, e quando dás por ela estão a trocar 4 beijinhos, 1 abraço e 6 fotos.
A tua boleia chega. Não tens a mínima ideia como chegaste a quarto, deitas-te sem forças para desligar a luz ou meteres o telemóvel a carregar.
Acordas na manhã seguinte à hora do lanche, então decides ir almoçar e postar no Instagram, que é digna de ser partilhada no Facebook também, as fotos VIPs e ir meter nojo para o Twitter para quem não teve a mesma sorte que tu.
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Bebedeira ao relento.

"#ExcluídoDaSociedade porque prefiro ter uma noite pelas ruas do que numa discoteca", escrevem as pessoas apesar de já terem visto 3 milhões 147 mil e 528 tweets iguais.
Identifico-me com elas, apesar de a minha mãe não me ter deixado ir ao Eskada e obrigar-me a ir para casa, na semana passada, então fui ao Kasa.
Para quem não nasceu com os dotes da Blaya na massa musculosa traseira ou que a única boa outfit que alguma vez teve foi na primeira comunhão, prefere apanhar a jarda num sítio onde não possa ser barrado pelas suas calças à cagão e meia com croc a condizer. Para não falar que com 5€ consegues ficar tão bêbado onde acabas num camião do lixo com a polícia atrás de ti (se nunca fizeram, experimentam que vão querer repetir a experiência), e numa discoteca, com 15€, pagas a entrada e um gin bastante XPTO, com framboesas, hortelã, chocolate preto e nozes a boiar que nem a garganta aquece. Todas as histórias que acontecem quando ficas alcoolizado na rua acabam por ser histórias para a vida que ficas a pensar se vais poder contar aos teus netos ou não. Num night club, o máximo que pode acontecer é comeres uma pessoa, que pode ser bastante bom, mas isso não se compara a uma bebedeira em que ias acabando por ser atropelada pelo Jimmy P e pelo Valete (algo que também recomendaria experimentarem um dia).
Na rua podes deitar-te no meio da calçada, tentado não meter o cabelo em cima de um poio branco de cão, e ficar a pensar nos mistérios cósmicos enquanto ignoras os amigos bêbados secantes a dizerem para te levantares que estás a fazer figurinhas tristes.
Na rua, há sempre um mistério. Como é que uma moeda de 5 cêntimos foi parar dentro do garrafa de receita? Como é que tiraste uma selfie com o Presidente da Câmara? Como é que levaste 10€ para o jantar com bebida à descrição, comeste e bebeste e na manhã seguinte com a nota de 10€ ainda na carteira?
Uma noite em casa, sóbria, são 1000 histórias de vida perdidas, e se saires, já sabes que vais acabar por acordar com 7 mensagens a dizer "Estás viva?" e acabarás por ouvir a história em que ias sendo presa por tentativa de rapto de um bebé do carrinho, mas tiveste sorte de os pais terem sido compreensivos.
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Vestimentas de meninas.

Atenção!, post somente direccionado para pessoas possuidoras de uma vagina.
Não posso generalizar a população feminina neste texto, mas se te identificares com o que vai ser dito, és cá das minhas!
Ainda não aderi ao nudismo como estilo de vida, mas o meu primeiro pensamento ao entrar na secção de mulheres numa loja de roupa é que talvez converter-me não seria uma ideia tão má como parece. As roupas são um déjà-vu, a única variedade é o tipo de flores mortas estampadas nas camisolas. Uma camisola "de menina" consiste, como já disse, flores podres como fundo (que deixavam D. Maria I, rainha conhecida pelo distúrbio mental que a fazia regar as plantas do papel de parede, numa depressão total) e, por cima desse desastre de quintal, uma frase/palavra em francês. Que tipo de frase? Inspiradora? Triste? Uma piada? Tanto faz. Pode dizer "Coco piétine", que qualquer pessoa que saiba utilizar o Google Tradutor vai descobrir que quer dizer "Cocó calcado", ou algo que não tem nada a ver porque todos sabemos que pronto... É o Google Tradutor e as suas "traduções". E ao que parece, mandar produzir as camisolas numa fábrica na China com trabalhadores que ainda não têm o Diploma de Finalistas da Primária não é redução de custos suficiente para fazer a camsiola toda, visto que não há tecido para fazer uma completa. Só há tecido para fazê-la até ao umbigo. Quem é o friorento na zona do ventre vai ter sérios problemas se nascer com uma crica. Nas sapatilhas, quem tiver descendência dos Patudos vai-se ver grego para arranjar umas socas, pois os produtores de calçado esquecem-se que nem todas somos estrunfes e calçamos para cima do 39.
Se conseguires ignorar as camisolas da Pull & Bear que dizem "I am a unicorn", e não "I am an unicórnio" (sinceramente, deve ser a primeira matéria que se dá em Inglês depois de aprenderes os animais da quinta) e estiveres satisfeita com as roupas que eram definidas como "Tumblrs", em 2012, desejo-te tudo de bom na vida. Caso não, vai para a secção de homens e usa a roupa deles e se alguém te enfrentar com o facto de a roupa que estás a usar ser de rapaz, diz que foi o teu namorado inexistente, mas ninguém precisa de saber, que te emprestou porque estavas com frio naquele jantar romântico na praia que nunca aconteceu mas, mais uma vez, ninguém precisa de saber.
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